quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Exercendo o Protagonismo

No período entre 21 de novembro a 11 de dezembro de 2018 ocorreu a avaliação do primeiro semestre do Projeto Tribos em Cena -  2ª Edição, com dinâmicas de encerramento de ano e projeção para 2019.
As atividades baseadas nos 4 Pilares da Educação - aprender a ser, a conviver, a aprender e a fazer, com patrocínio da Petrobras através do programa Petrobras Socioambiental, iniciaram em julho/2018 e irão até junho de 2020.
A Coordenadora Jeane Kich encaminhou este momento de avaliação através de dinâmica realizada com postites.  No primeiro momento, a medida que cada tribeiro ia colando em uma folha de ofício uma palavra resumindo o semestre, ia justificando, também, sua escolha.
Surgiram palavras como: surpreendente, fantástico, fundamental, diferente, inspirador, interessante, inovador, importante, informativo, legal, renovação, esperança, responsabilidade, cuidado, aprendizado, respeito, ...
No segundo momento do encontro os tribeiros foram desafiados a ampliar sua observação, visão crítica e admiração da natureza nas férias, através da postagem de fotos do meio, no facebock da Tribo,a partir de suas cidades, durante seus passeios.
Para finalizar foram ainda provocados a registrarem seus próprios desafios para o ano de 2019. Foi dado um tempo para debaterem e colocarem em cartaz suas propostas, sendo apresentado para a Coordenação do Projeto, com todos assinando o compromisso conjunto, finalizando, assim, o encontro.
No primeiro encontro de cidadania de 2019 tal material será retomado, pois é o passo inicial para a construção de suas Agendas XXI escolares, com o apoio de seus professores e orientação da Assessora Pedagógica do Tribos em Cena - professora Maria Inês Pacheco. 
PARABÉNS TRIBEIROS!

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

RELATÓRIO DE CAMPO: CAMINHO DAS ÁGUAS



1.      Introdução- Saída de campo: Caminho das Águas

No dia 22/10/2018 a escola E.M.E.F ERNA WURTH, participou da saída de campo do projeto Tribos em Cena, patrocinado pela Petrobrás com a sua tribo Sementes da Sustentabilidade, a primeira parada foi na nascente dona Josefina na Av. Santos Ferreira, antigamente estrada dos anjos, aonde fica presente alguns biomas do sul como: Mata Atlântica, Pampa e zona de transição, observamos a nascente do arroio araçá. A segunda parada foi no arroio Araçá na Inconfidência, aonde ocorreu a explicação do percurso que a água faz, sobre o lençol freático que no caso é a mesma coisa que aquífero guarani, nos anos 90 ouve o desmatamento, aonde diminuiu a mata ciliar. A terceira parada ocorreu no rio dos sinos na praia de Paquetá, muitas famílias pescam lá, a poluição é controlada.


2. Roteiro da Visita

2.1.     Ponto de Parada 1: Nascente Dona Josefina
No primeiro ponto de parada vimos a nascente Dona Josefina e falamos sobre a bacia hidrográfica, o rio principal e seus afluentes, sua foz e sobre o lençol freático. Comentamos sobre a biodiversidade e sua preservação. Dentre os pontos de parada, está era o ponto mais conservado e menos poluído. Foi comentado que ao longo dos anos a nascente já passou por processos de limpeza e manutenção, tanto é que a proteção de tijolos foi construída para a preservação do olho d’água e até hoje segue firme com 104 anos. Vimos que a Nascente Dona Josefina se localiza no bairro Estância Velha, que antes se chamava Estrada dos Anjos no Município de Canoas, que nasce como estância de veraneio.
Conversamos sobre conceitos básicos para compreensão do contexto do caminho das águas, como o de Bacia Hidrográfica que é a área ou região de drenagem de um rio principal e seus afluentes. É a porção do espaço em que as águas das chuvas, das montanhas, subterrâneas ou de outros rios escoam em direção a um determinado curso d´água, abastecendo-o. Vimos que a bacias hidrográficas possuem várias nascentes e que a maior distância entre uma nascente e a foz constitui o rio principal, e que os demais constituem os afluentes que são rios que desaguam no rio principal em um ponto de encontro de rio que se chama confluência. A foz é onde o rio termina, ou seja, deságua no mar, em um lago ou em outro rio maior ou mais caudaloso. Há três tipos de foz fluviais: a do tipo estuário: em forma de funil, o delta formado por um leque de canais e ilhas, como o delta do Jacuí e do Rio dos Sinos, e a foz mista, com algumas ilhas laterais, mas com uma foz principal larga, como o Rio Amazonas.
Foi comentado que a mata Ciliar é um importante domínio que possui a função de conservar o meio ambiente ao redor de rios e redes de drenagem. Geralmente as matas ciliares são áreas de florestas,  ou outros tipos de cobertura de vegetal nativa que em muitos casos é degradada por pastagens, a principal razão da destruição de matas ciliares. As matas ciliares compreendem a vegetação que se localiza em áreas situadas nas proximidades de cursos d'água, tais como rios, lagos, olhos d'água e reservas hídricas em geral. Tal nomenclatura relaciona-se à analogia que se faz entre a função das matas para os rios e a função dos cílios para os nossos olhos: proteção.
Portanto, podemos rapidamente deduzir que as matas ciliares são importantes por representarem uma proteção natural dos cursos d'água. Tal processo ocorre quando essas matas, através de suas raízes, seguram o solo das margens dos rios, evitando casos de erosão fluvial, em que as águas desgastam as bordas que as comprimem e provocam abalos na estrutura superficial. As matas ciliares ajudam a proteger o solo e os rios do processo de erosão. Outra forma de atuação das matas ciliares é na “filtragem” do ambiente ao redor dos rios, evitando ou diminuindo a presença de sedimentos trazidos com a água das chuvas e da poluição em forma de resíduos tóxicos e lixo, contribuindo, assim, para conservar as redes de drenagem.
A remoção das matas ciliares costuma acontecer, principalmente, para a pecuária, uma vez que as áreas úmidas ao redor dos cursos d'água favorecem a pastagem em tempos de seca. Além disso, a agricultura também é uma atividade responsável pela destruição desse tipo de vegetação, aumentando o assoreamento dos rios que, em alguns casos, tornam-se extintos.

2.1.            Ponto de parada 2: arroio Araçá –  Av. Inconfidência
Nós vimos no ponto de parada 2, no Bairro Inconfidência de Canoas, muita poluição como sacolas plásticas, garrafas de plástico e vidro, e ossada de cachorro que provavelmente morreu e seus donos o largaram lá sem enterrar.
Pudemos observar no arroio Araçá o processo de erosão, que é a ação de processos superficiais. Os elementos que causam a erosão são: fluxo de água e vento, que removem de rochas seu material dissolvido de um local na crosta da terra que então o transporta para outro local. A ruptura de partículas provenientes de rocha e solo sedimento clástico é denominado como erosão física ou mecânica; isso contrasta com a erosão química, onde o solo ou material de rocha é removido através da dissolução promovido por um solvente (tipicamente água), seguido pelo fluxo da solução os sedimentos ou solutos erodidos podem ser transportados até por milímetros ou para milhares de quilômetros. A erosão pluvial é o escoamento superficial, resultante das chuvas, que produze 4 erosões no solo: respingo, laminar, sulcos e desembarques sendo o último o mais severo de todos. Na erosão de respingos, o impacto de uma gota de chuva causa uma pequena cratera na terra ejetando partículas do solo. Já a erosão fluvial é decorrente ocorre do fluxo contínuo de água ao longo de um rio. A erosão é tanto para baixo, aprofundando o vale e encabeçando, estendendo o vale até a encosta, criando cortes de cabeça e bancos íngremes.
No ponto 2 estava acontecendo um ponto de assoreamento onde tinha 2 arvores caídas, lixos e entulhos que formavam uma barreira que impedia a água e os detritos como sujeira. O assoreamento é o processo em que se observa no leito dos rios acumulo de detritos, lixo, entulho os outros materiais. No fundo dos rios e lagoas, esse acumulo interfere na topografia de seus leitos impedindo-os deportar todo o seu volume hídrico, provocando transbordamento em épocas de grande quantidade de chuvas.

2.1.             Ponto de parada 3: rio dos Sinos – praia de Paquetá

Nós vimos na praia muito lixo, peixes, praça para crianças brincarem, casas, barcos, a estátua, águas poluídas, bares, árvores e pescadores. Comparado com os outros pontos de paradas, a praia Paquetá foi a mais organizada. Por que era um lugar que tinha habitantes que sobrevivem da pesca e de banhistas que frequentam o local. E também os moradores fizeram até pracinhas e locais para fazer churrasco.

3.      Considerações finais

A turma apresentou uma boa participação no trabalho de campo, compreendendo bem os conceitos citados em campo e participando e debatendo em aula. Os alunos mostraram-se interessados na prática e na teoria. Questionaram aspectos com relação ao descarte do lixo resultante do lanche realizado durante a atividade. Realizaram este pequeno relatório como atividade final da disciplina de geografia da EMEF ErnaWürth. Cada aluno ficou responsável por um assunto.  Toda a teoria foi solicitada também em uma avaliação individual.

Tribo Sementes da Sustentabilidade
EMEF Erna Würth - Canoas
Relatório produzido a partir da saída Caminho das águas realizada em 22/10/2018

PRIMEIRA SAÍDA DE CAMPO: CAMINHO DAS ÁGUAS


A primeira saída a campo da segunda edição do projeto Tribos em Cena, com a tribo Ecothanos, da Escola Caetano Gonçalves da Silva, fez a rota do caminho das águas em Esteio, no dia 25 de outubro de 2018, passando pelo Arroio Sapucaia e Esteio.    
A visualização da possível nascente do Arroio Esteio, no Bairro Três Marias, em relação à água, foi comovente e impactante, havia resquícios de lixo e entulhos, encontramos ovas de sapos, mas a fauna era escassa nesse local, a água em um estado de contaminação bem elevada devido a falta de mata ciliar, que é a vegetação que protege e inibe a contaminação externa na água.
Já no Arroio Sapucaia, a água estava em melhor estado, com uma presença mais numerosa de vegetação às margens do arroio e com a fauna mais conservada. Passamos por muitos pontos onde a comunidade ajudava nos cuidados e limpeza da área, outros nem tanto.
De uma forma ou outra, a conscientização necessita ser reforçada a respeito dos cuidados com nossos arroios, em que a população entenda o impacto ambiental que pode gerar através de simples atos de cuidar do que o planeta nos oferece, de sermos exemplo. Nós, do projeto, temos essa missão, e a cumpriremos da melhor forma possível.


Tribo Eco-Thanos
EEEM Caetano Gonçalves da Silva - Esteio 
Redação criada a partir da saída Caminho das águas realizada em 25/10/2018

CRÍTICAS AMBIENTAIS



Na nossa primeira saída de campo, nós visitamos a nascente Dona Josefina localizada na Rua Santos Ferreira na cidade Canoas. A localização da nascente  é  em uma região com maior altitude do município, o proprietário da conhecida chácara dos Rosas construiu uma proteção de tijolos que servia para proteger a nascente, Foi decorada para sua amada e também recebeu o nome em sua homenagem - Dona Josefina, estavam presentes estruturas semelhantes a castelos e árvores existentes até hoje, além de uma pequena estrutura semelhante a de um oratório, que foi criado para proteger um "olho d'água" para não ser pisoteado por animais da região.
Na própria nascente e na extensão dela temos muita poluição, coisas como: garrafas pet, garrafas de vidros, bebidas alcoólicas, cigarros, plásticos, produtos de limpezas e bastante lixo, e a falta de conservação do governo. Por conta dessa poluição, poderíamos tomar água, tomar banho e usar a água para lavar roupa, mas infelizmente hoje, isso não é mais possível por causa de encanamentos e enchentes que trouxeram muita poluição para lá, as construções afetaram muita a água como por exemplo, encanamentos, estradas, moradias e um cemitério.
Naquela nascente existe um tipo de vegetação típica, ela se chama Mata Ciliar faz com as folhas de arvores e plantas protegiam a nascente Dona Josefina como se fosse um cobertor , mas infelizmente hoje esta vegetação esta meio acabada hoje em dia por causa dos seres humanos que as vezes estragam bastante a natureza nos anos de hoje.
A poluição é constantemente um dos problemas ambientais mais fortes no mundo e vem afetando bastante o meio ambiente. Isso acontece bastante na extensão da nascente e na própria Dona Josefina, porque lá são lugares quase inalcançáveis para cuidar, por isso precisamos de ajuda da CORSAN (Companhia Rio Grandense de saneamento). Essas águas da extensão e da nascente são tratadas por sabão em pó e cloro, por causa de plásticos, garrafas e etc. que impedem a purificação da água.

Tribo Tupi Lampert
EEEM Miguel Lampert - Canoas
Redação produzida a partir da saída Caminho das águas realizada em 19/10/2018
Por Lucas B., Gabriela, Fernanda França, Rafaela Vaz, Bernardo Marafigo/Turma 71

PRIMEIRA SAÍDA A CAMPO DO PROJETO

No dia 17 de outubro, fomos dar um passeio junto com o Projeto no qual fomos escolhidos a participar. Passamos por muitos lugares de Canoas, conhecemos a praia do Paquetá e vimos situações precárias do meio ambiente em diversas partes de Canoas.
Nossa primeira parada foi em uma praça pública, que no passado era terreno de uma casa. Lá, havia pequenos muros, brinquedos, árvores e uma nascente. A coordenadora nos informou que o tipo de nascente era olho d’água.
Durante o trajeto ao nosso segundo destino, passamos por pontos perto do Park Shopping, que está em cima de uma nascente. Vimos no trajeto alguns arroios também. Chegamos ao nosso destino, era uma rua totalmente alagada na calçada pelo esgoto mal tratado. Entramos em um caminho no mato para avistar um problema maior, a poluição de um arroio coberto pela espuma. Descobrimos que aquilo era resultado de nossas ações do dia-a-dia, uso de detergente em excesso, etc.
No caminho do último destino, vimos lugares cobertos de lixo, em terrenos e campos abertos. Chegamos na praia do Paquetá, uma região bem pobre onde famílias dependem da pesca e do turismo no verão. Havia pessoas tomando banho no Rio dos Sinos, porém o rio não é apropriado para o banho.

Tivemos uma boa experiência no passeio, conhecemos muitos lugares e vimos diversas situações diferentes que estão acontecendo em Canoas.


Tribo Gaia
EEEF Vicente Freire - Canoas
Redação produzida a partir da saída Caminho das águas realizada em 17/10/2018


SAÍDA A CAMPO

No dia 17/10, nossa turma foi em alguns lugares do projeto Tribos em Cena com a responsável Inês.
Começamos o passeio na fonte Dona Josefina, bairro Estância Velha. Quando cheguei lá, a primeira coisa que observei foi o lixo que tinha lá, como: pacote de cigarro, copos de plástico, papéis de bala, latas de cerveja, etc... a responsável Inês contou uma história sobre o local e alguns lugares perto dali. Mas apesar disso, o lugar em si é legal. Mas o ruim é que as pessoas que passam por ali não cuidam do lugar.
No segundo lugar, fomos no Arroio Araçá, de novo encontramos bastante lixo no local. E pela manhã tinha lodo e se formaram espumas nas águas. As espumas aparecem nos rios por muita quantidade de shampoo e detergente, e outras coisas também. Por isso, não devemos exagerar muito nessas coisas que fazem espumas.
No último lugar, foi a praia Paquetá. Lá tinha uma lixeira que estava quebrada embaixo, ou seja, se colocarmos lixo ali, vai parar no chão. Lá na praia, tinha um peixe morto. Não sabemos o motivo por ele estar morto, mas uma das suposições é por causa da poluição. Como no local tinha bastante lixo, pode ter ido parar na água e isso faz com que muitas vezes peixes e outros animais se confundam com algum alimento. Muitas pessoas acham que tocando qualquer lixo na rua não vai fazer nenhum mal. Mas sim, isso faz muito mal para a natureza. Até porque qualquer lixo vai parar nos esgotos e depois vai para os rios, mares...
Por isso a cada dia devemos lembrar que nunca é certo tocar lixo no chão, porque prejudica a fauna e a flora, e polui o meio ambiente.
Daqui a alguns anos o nosso planeta estará tomado por lixo, devido às pessoas que não sabem cuidar e não preservam a natureza.
Tribo Fênix
EMEF Guajuviras - Canoas
Redação produzida a partir da saída Caminho das águas realizada em 17/10/2018
Por Kauane Azevedo - 7º ano

NASCENTES DE ESTEIO E SAPUCAIA


Na saída a campos no dia 16/10/18 visitamos arroios e nascentes de Esteio e Sapucaia, tinha  local, por que havia muitos lixos. Mesmo assim havia lixo ainda ao redor, isso poderia trazer para os moradores de vários animais lá como pássaros, aranhas e etc... Tinha muito lixo lá no meio, tinha muitos mosquitos, foi uma experiência nova para nós. Para lembrar que antes da gente visitar as nascentes a equipe de meio ambiente deu uma limpada na região... 
Eles limparam e as pessoas ajudaram, a Maria Inês falou sobre o ciclo da água a Maria falou sobre o poço artesiano, eles falaram de lençóis de água, aves e entre outros,eles falaram sobre fauna, caramujos, aranhas, aves e árvores frutíferas.
Depois vimos o arroio de Esteio (ele está mal cuidado).
Rio dos Sinos está mal cuidado também. Depois vimos a Praça Céu que tem arroio também.

Antigamente ocorria muitas enchentes aos redores. Algumas eram muito graves. Antigamente não precisava chover muito para alagar tudo, algumas pessoas que recém tinham comprado móveis novos perdiam tudo com esses alagamentos. Pessoa pegavam muitas doenças. Pessoas tinham que sair de suas casas por que a água tampava a casa, uma vez a água passou da cintura e várias pessoas perderam tudo por causa da enchente. Mas agora está tudo diferente, a prefeitura reformou os arroios e bueiros e entre outros. Desde então não tem mais alagamentos, pode chover bastante que não alaga, sim, está tudo mudado, mas se continuar as pessoas jogando lixo vai voltar como era antes. 

 

Essa foi nossa visão, nossa experiência da saída a campo! 

Tribo Guardiões da Mata
CMEB Eva Karnal Johann - Esteio
Reflexões a partir da saída Caminho das Águas realizada em 16/10/2018